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Primeiro dia dedicado aos Cuidados Continuados no Congresso da Clínica S. João de Ávila

Primeiro dia dedicado aos Cuidados Continuados no Congresso da Clínica S. João de Ávila

Começou esta quinta-feira, dia 25 de Maio, o Congresso de Continuados e Paliativos – Inovação e Desenvolvimento organizado pela Clínica S. João de Ávila.

A primeira mesa, moderada por Luísa Caldas, Coordenadora do Gabinete de Gestão Integrada de Risco do Hospital Beatriz Ângelo, debruçou-se exatamente sobre a Gestão Integrada de Risco. Anabela Correia Martins, da ESTeSC Coimbra Health School, Márcia Duarte, do Campus Neurológico Sénior e Susana Santos da UCCI ABEI trouxeram importantes contributos à mesa. Uma das iniciativas mais abordadas e questionadas pelo público foi a utilização de pulseiras que assinalam as principais necessidades do doente nas unidades, desde a necessidade de hidratação, o risco de engasgamento ou de queda. Foi proporcionado um momento de partilha e aprendizagem proveitoso para os presentes.

O segundo momento do dia foi protagonizado por Manuel Lopes, Coordenador da Comissão de Coordenação para a Reforma da Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados (RNCCI). Sob o tema “Sustentabilidade e Financiamento” trouxe números alarmantes relativos ao envelhecimento da população portuguesa e referiu até que “nunca na história da humanidade estivemos confrontados com este problema”. Para o Coordenador para a reforma da RNCCI “atenuar a perda de capacidades dos mais idosos” e sustentar todo o sistema “requer que toda a sociedade se mobilize nesse sentido”. Sublinhou ainda que é “necessário diversificar as fontes de financiamento” e que se a mobilização necessária de toda a sociedade for ignorada “não haverá nunca dinheiro para sustentar a rede”.

A última mesa da manhã, antes de um almoço no jardim cheio de sol, foi moderada por Helena Simões da ECL Lisboa Norte. O tema “Desafios da RNCCI” foi dissecado por Carla Pereira, da Direção Geral de Saúde e da Equipa de Apoio Técnico à Coordenação Nacional da RNCCI, Vanda Santos da ISS e também da equipa de apoio, e por Ana Carla Coelho, da ECCI Alentejo Central. A conversa frisou a importância e criação das unidades de dia e promoção de autonomia. Os projetos piloto das mesmas começam aos poucos a ver a luz do dia.

Depois de um almoço volante com ótimas opções de street food, o congresso continuou com uma mesa, moderada por Mésicles Berenguel, sobre “Empreendedorismo, Inovação e Tecnologia na Saúde”. Jorge Jacinto trouxe os avanços tecnológicos na recuperação do AVC, sobretudo utilizados no Centro de Medicina de Reabilitação de Alcoitão. O médico fisiatra defendeu que “as tecnologias valem a pena ser aplicadas”. Vítor Tedim falou sobre saúde cognitiva e o benefício de ferramentas como o “COGWEB” e o “Brain on Track”. Colocar este “know-how especializado mais perto do doente e na comunidade” é um dos objetivos do investigador e da sua equipa. A contribuição de José Fonseca, terapeuta da fala no Laboratório de Linguagem, focou-se na intervenção na afasia e o suporte da tecnologia na reabilitação da linguagem.´

Para fechar o dia de trabalhos o tema foi o “Cuidador Informal”. Uma figura de extrema importância no panorama atual uma vez que 75,8 por cento das altas da RNCCI foram para o domicílio. De acordo com os contributos de César Fonseca, da Equipa de Apoio Técnico à Coordenação Nacional da RNCCI, e de Ana Carvalho, da Santa Casa da Misericórdia do Entroncamento, ensinar e capacitar os cuidadores para receber os familiares de volta ao domicílio é essencial e primordial. Esperando-se ainda o avanço legislativo do Estatuto do Cuidador Informal, assunto também abordado. Houve ainda tempo para Comunicações Livres selecionadas pela Comissão Cientifica do Congresso.

Um primeiro dia de trabalhos que cumpriu à risca o objetivo de promover a partilha de experiências entre profissionais num momento de urgência e mudança nestas áreas dos cuidados.

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