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Cuidados Paliativos foram tema central no segundo dia de Congresso da CSJA

Cuidados Paliativos foram tema central no segundo dia de Congresso da CSJA

O segundo dia de trabalhos, 26 de Maio, do Congresso de Cuidados Continuados e Paliativos, organizado pela Clinica S. João de Ávila, começou com um tema premente da ordem do dia: é o domicílio uma resposta? Foi a investigadora Bárbara Gomes que o trouxe à mesa sobre “Cuidados Paliativos no Domicílio”.

“Temos de andar à volta do doente e não o doente andar à volta do sistema de saúde” foi uma visão inspirada em Copérnico trazida por Bárbara e corroborada por Duarte Soares, da USL do Nordeste. A conversa rodou em torno do trabalho das equipas domiciliárias existentes no país. São 26, à data. Menos do que são efetivamente necessárias.

A segunda mesa da manhã foi composta por senhoras de garra que com ou sem regulamentação quiseram dar os primeiros passos no âmbito dos Cuidados Paliativos Pediátricos. Com a moderação de Maria do Céu Machado, médica pediátrica e presidente do INFARMED, Cândida Cancelinha trouxe o percurso da região centro nesta matéria e respondeu de forma muito pronta à pergunta “cuidados paliativos pediátricos? Sim, para ontem”. Já Sandra Alves, da Faculdade de Psicologia e Ciências de Educação da Universidade do Porto, veio falar sobre o desenvolvimento da resiliência familiar nestes casos de doença. “O apoio psicológico e emocional é fundamental para crianças e famílias”, assegurou. Também na mesa estavam Graça Roldão e Tânia Franco, ambas quiseram deixar o exemplo da Unidade de Cuidados Paliativos Pediátricos do El Niño Jésus em Madrid. Uma mesa resiliente, positiva e bem-disposta que cumpriu exponencialmente o principal objetivo do congresso pela troca de experiências, ideias e conselhos úteis a todos os presentes. Antes do almoço em street food houve ainda tempo para Comunicações Livres com a apresentação de Catarina Ramos.

A tarde começou com uma mesa sobre “Integração em Cuidados Paliativos”. Com a mediação de Filipa Tavares, Mamede Carvalho, do Centro de Referência de ELA-HSM-CHLN, veio falar-nos de patologias neuromusculares. António Leuschner, Presidente do Conselho Nacional de Saúde Mental, abordou as demências, e Rita Canário, trouxe os temas dos cuidados oncológicos. A formação pré e pós graduada também teve lugar no Congresso. A mesa com a moderação de António Barbosa, do Centro de Bioética e Cuidados Paliativos do Hospital de Santa Maria e FMUL, contou com oradores muito qualificados na área da enfermagem, da medicina, da psicologia e do serviço social. Paula Sapeta, da Escola Superior de Saúde Dr. Lopes Dias, referiu dados a ter em conta na área da formação de enfermagem em cuidados paliativos. Demonstrou que em muitas escolas as cadeiras lecionadas sobre a temática não são obrigatórias e que por isso ainda existe muito pouca formação. Isabel Neto, do Hospital da Luz, trouxe o lado da medicina e disse que é preciso “não ter medo de elevar a fasquia da formação e da qualidade”. David Neto, da Ordem dos Psicólogos, quis frisar a contribuição dos psicólogos nesta área dos cuidados. Cláudia Romão, assistente social no IPOFG Lisboa, mostrou-nos a vertente da sua profissão que não sendo da área da saúde tem muito a dar aos cuidados paliativos.

“Os primeiros 30 anos” foi o título da conferência de encerramento. Edna Gonçalves, Presidente da Comissão Nacional de Cuidados Paliativos, fez uma retrospetiva até 1992, passando pela criação da RNCCI em 2006. O plano estratégico nacional 2017/2018 também mereceu atenção.

Um dia que não ficou aquém do primeiro, mais uma vez com grandes contribuições para o debate de ideias e partilha de experiências e conselhos nestas áreas do cuidar que estão a ser alvo de mudanças.

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