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Partilhar o tempo com o Outro

Partilhar o tempo com o Outro

O voluntariado passou a fazer parte da minha vida após o internamento da minha mãe na Unidade de Cuidados Paliativos da Clínica S. João de Ávila (CSJA). Com o seu falecimento e estando aposentada, com mais tempo disponível, decidi partilhar o meu tempo com “o Outro”.

Tem sido uma experiência positiva e muito enriquecedora. Por um lado, lido com profissionais, todos simpáticos, disponíveis e de elevado valor humano com os quais aprendo todos os dias. Por outro, o contacto com os utentes tem sido outra grande aprendizagem pois obriga-me a refletir e adequar diferentes formas de abordagem para cada um deles.

Com alguns utentes é necessário no início da comunicação uma sensibilidade superior por transportarem consigo a mágoa da doença, a de se encontrarem fora da casa e alguns, a da distância, que os priva da visita de familiares e amigos e ainda outros, a de não terem qualquer retaguarda familiar. Para minha satisfação muitos destes utentes ao fim de algum tempo de me conhecerem melhor adquirem a confiança necessária para partilharem comigo os seus medos, angústias, expectativas, desejos enquanto descobrem o prazer de contar “ricas e longas histórias” que fazem parte das suas vivências. Mas também existem os que são de trato mais fácil, ávidos de quem os ouça e com os quais se interage de uma forma simples e despreconceituosa e que estão sempre disponíveis para uma alegre e entusiasta comunicação.

Cabe-me dar a Todos uma atenção personalizada, ouvindo-os e encorajando-os a enfrentarem com positivismo esta e as próximas etapas das suas vidas.

No dia-a-dia do Instituto S. João de Deus – CSJA assume-se a complementaridade profissional e o papel do voluntário como agente ativo, com função definida e articulada em equipa, como visão holística da intervenção junto ao utente. Um desses voluntários é a Anabela Gonçalves que partilhou o seu testemunho como voluntária da CSJA.

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